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O Corinthians informou nesta sexta-feira que não renovará o contrato de Paolo Guerrero. A diretoria não conseguiu chegar em um acordo financeiro com os empresários do atleta e decidiu que não faria loucuras para continuar com o peruano.
O presidente Roberto de Andrade afirmou que está na hora de dar um passo para trás para depois ir para frente. O objetivo é enquadrar os números na nova realidade.
"Está muito difícil a conversa da renovação. Muito mesmo. Já aviso a todos sobre isso. A não renovação é o mais provável. O Corinthians não tem condição de fazer o que o Guerrero está pedindo. Não vamos aqui entrar em detalhes. Não tem essa de mercenário. Todo mundo tem que buscar aumento. Mas o Corinthians tem um limite. O Corinthians não fará nenhuma irresponsabilidade. Chega de contratar e não pagar. Não vamos mais fazer isso. Poderia até dividir o caso Guerrero, mas não queremos isso. A gente tem que arrumar as finanças. Não vou fazer isso. Todo mundo recebe em dia os salários, mas há luvas e premiações em aberto e estamos correndo pra saldar. Estamos trabalhando bastante", falou.
"O único motivo de não fazer a renovação é questão financeira, é só isso. Falamos muito nos últimos meses, a negociação nunca ficou parada, falo com o Bruno (Paiva, empresário do peruano) várias vezes durante a semana, eu entendo o lado do atleta, que tem 31 anos. É o último contrato da vida, todo mundo quer fazer mais caprichado. Sinto como torcedor, como presidente, mas não podemos não pagar", continuou.
O contrato de Paolo Guerrero encerra ao final de julho. Como irá disputar a Copa América pela seleção peruana, o atleta só ficará por mais dois jogos pelo clube: Fluminense (fora) e Palmeiras (casa).
"Sentiremos a falta dele, mas o Corinthians é muito grande e continuará muito forte e continuará na busca pelo título brasileiro", garantiu.
Roberto de Andrade até defendeu as palavras do superintendente Andrés Sanchez no último domingo, quando se mostrou irritado com a derrota na renovação com Paolo Guerrero e disparou: "Que vá para o Palmeiras!".
"Carinho ele sempre teve aqui, mas carinho não paga conta. Andrés é mais claro do que eu sou, ele fala o que pensa, ele é mais objetivo, não mudou nada o que ele falou. Quando ele falou aquilo (do Palmeiras), a situação estava praticamente estava decidida", admitiu o atual presidente.
"O Corinthians vai dar um passo para trás, mas não ficará mais fraco. Corinthians vai sim se fortalecer, mas precisamos enquadrar os números na nossa realidade."
Questionado se a torcida pegará no seu pé pela saída de Guerrero, o dirigente afirmou: "Eu agradeço ao torcedor que está entendo... Não vai existir o Corinthians amanhã se não cuidar do Corinthians do hoje, em algum momento isso teria de acontecer."
"Futebol é dinâmico, tem de repôr. A reposição não será do mesmo nível salarial, mas não vamos nos enfraquecer, virão outros, é assim... o que temos de ter é um valor de folha melhor, num todo de um clube", explicou Roberto de Andrade.
Msn

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