Onda de violência assusta moradores de São Sebastião de Lagoa de Roça/PB
Nos últimos dias, várias casas foram invadidas e comércios
assaltados. O último crime ocorreu na manhã desta terça-feira (15),
quando além de roubar um mercadinho na rua principal da cidade, os
criminosos ainda agrediram o proprietário do estabelecimento com
coronhadas.
A situação de insegurança na cidade de Lagoa de Roça é antiga e
chama a atenção pela falta de interesse dos poderes públicos em
resolver a questão.
No município, apenas dois policiais trabalham de plantão no
destacamento da Polícia Militar, mesmo assim, não conseguem fazer muita
coisa porque não possuem viaturas para atender os chamados da
população. O mesmo quadro enfrenta a Polícia Civil. Delegado na cidade,
apenas uma vez por semana e o agente que dá plantão no local também não
dispõe de infraestrutura.
Aproveitando esta situação, os bandidos literalmente estão ‘tomando
de conta’ da cidade. Nos últimos dias, o número de assaltos aumentou e
tem deixado em alerta os moradores.
No último domingo, o alvo dos meliantes foi a residência do poeta
Benedito Germínio Cabral, que mora na rua principal da cidade. Ele
estava em casa, na companhia de seus familiares, quando por volta das
20h, todos foram surpreendidos pela ação de três criminosos. Armados
com revólveres, os ladrões renderam todas as pessoas e roubaram
dinheiro, joias, eletrodomésticos e outros pertences. “Durante todo o
tempo eles nos ameaçavam de morte. Se não entregássemos o dinheiro, com
certeza iríamos morrer” comentou uma das vítimas.
Já na manhã desta terça, a audácia dos bandidos foi ainda maior. Por
volta das 9h, eles invadiram um mercadinho que funciona no Centro da
cidade, fizeram o proprietário, funcionários e clientes de reféns e
roubaram dinheiro.
Toda a ação foi registrada pelas câmeras de segurança do
estabelecimento. Além de levarem todo o dinheiro do Mercadinho do
Edvaldo ‘Gordo’, eles ainda espancaram o dono do comércio com
coronhadas na cabeça. Depois do crime, os dois ladrões fugiram de moto
pela BR-104 e não foram localizados.
De acordo com o relato das próprias
vítimas, no momento dos crimes, nenhum policial estava na delegacia
para atender as corrências e equipes da Polícia Militar em Esperança e
Campina Grande tiveram que ser deslocadas para o local.
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