Mari Paraíba se adapta à areia e ao biquíni: 'Beleza não ajuda em nada'
De top, short e cabelo preso, Mari Paraíba chegou quase desfilando ao
local de treino. Embora tentasse ser discreta, atraiu olhares de viés
enquanto passava. Quando ficou apenas de biquíni, seu novo uniforme de
trabalho, chamou ainda mais atenção. Mesmo à vontade diante de câmeras e
holofotes desde que posou nua para uma revista masculina, a ex-ponteira
do Minas ainda se adapta à nova rotina. Com saudade do esporte desde a
aposentadoria, iniciada ao fim da última edição da Superliga e
oficializada em setembro passado, a paraibana aceitou o convite de um
amigo e decidiu investir em uma nova carreira. No dia 2 de janeiro, a
jogadora iniciou oficialmente sua trajetória no vôlei de praia
Sofrendo com uma lesão no joelho, a atleta não pôde ajudar o Minas nos
playoffs da Superliga 2011/12. De casa, assistiu à queda do clube nas
semifinais e percebeu que não voltaria mais às quadras. Não sentia mais a
alegria de antes. Nem falta da rotina de treinos e competições. Mas a
visibilidade que ganhou por sua beleza continuou a render frutos, e o
convite para posar para uma revista masculina caiu como uma luva.
Estampou a capa da edição de julho e deixou o vôlei de lado em prol da
carreira artística.
Enquanto as oportunidades surgiram, Mari as aproveitou. Mas percebeu
que sentia falta do esporte. Não da quadra, especificamente, mas do
vôlei em si. Aceitou um convite do amigo Alexandre Peres e foi bater uma
bolinha na praia. Recebeu bem a ideia de tentar a sorte na areia e,
após conversa e testes com o técnico Ednílson Costa, passou a treinar na
escola de Educação Física do Exército (Esefex), na Urca.
- Eu uni o útil ao agradável. Eu sentia falta do vôlei, mas também
tinha certeza de que não queria voltar para a quadra. Comecei o trabalho
aqui e adorei já no primeiro dia. Estou amando tudo e superfeliz, mesmo
sofrendo um bocado agora. Meu corpo está completamente dolorido. Correr
na areia é muito difícil, e minha panturrilha ainda dói muito. Mas acho
que é tudo costume, e com o tempo vou me adaptar, assim como foi com a
quadra. Vou trabalhar para tentar evoluir o mais rápido possível.
Nesta terça-feira, a paraibana treinou apenas de biquíni pela primeira
vez desde que começou o trabalho. Usou um modelo comprado especialmente
para os treinos, confortável o bastante para não comprometer sua
mobilidade. No momento, está é a única preocupação da jogadora em
relação ao novo “uniforme”. Deixando a timidez de lado, Mari se diz a
vontade e sem medo de ouvir piadinhas.
- Na praia, não tem como treinar de short e, querendo ou não, tem que
estar em forma, tem que estar leve. Vou até ter que dar uma secada e
ganhar musculatura. A torcida às vezes vê o biquíni de uma forma mais
sexy, mas vejo como algo natural deste ambiente. E nem é biquíni, é
sunquíni (risos). Ainda não pensei como vai ser, mas vou encarar
normalmente. Acho que tudo ficou mais natural depois de posar nua. O
biquíni não vai ser problema.
Bastante serena, a atleta posou para o ensaio do GLOBOESPORTE.COM com a
desenvoltura que exibiu nos meses em que apareceu mais na mídia como
modelo. Vaidosa, conferiu o resultado com o fotógrafo, mas garantiu que,
apesar dos cuidados com a pele e a alimentação, todos os esforços serão
voltados para a melhora de seu desempenho na areia.
Apesar da ótima forma que mostra nas fotos, Mari afirma que precisa
ganhar massa muscular e perder alguns quilos para ganhar mais mobilidade
para competir.
- Dentro de quadra a beleza não ajuda em nada, mas fora pode ser um
ponto a favor para ter patrocínio, propagandas. Estou aberta a tudo,
porque o que vier daqui para frente será lucro. Vou agarrar essas
oportunidades, mas quero me empenhar acima de tudo para jogar bem e não
ser só um rostinho bonito. Quando você entra no esporte não dá para
pensar em ficar com o corpo assim ou assado, mais feminino ou mais
masculino. A carga de treinamento é completamente diferente, o esforço é
muito maior aqui do que na quadra. Acho que posso ficar mais forte, mas
é difícil ficar musculosa. Mas não ligo. Se tiver que ficar musculosa,
eu fico. Se tiver que ficar um palito, eu também fico. O importante é
ficar na melhor condição possível de jogo.
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