Vice venezuelano chega a Havana para visitar Chávez
O vice venezuelano, Nicolás Maduro, chegou na tarde desta sexta-feira a
Cuba, onde pretende visitar Hugo Chávez e os familiares dele, além de
conversar com os presidente Cristina Kirchner (Argentina) e Ollanta
Humala (Peru).
Maduro foi recebido no aeroporto internacional de Havana pelo chanceler
da ilha, Bruno Rodríguez, conforme informações da agência oficial de
notícias Prensa Latina.
Cristina chegou a Cuba na manhã desta sexta-feira para ver o presidente
venezuelano. Maduro a chamou de "irmã de batalhas e de lutas das mais
valentes" de Chávez. Pelo Twitter, ela contou que levou uma Bíblia de
presente ao venezuelano.
Em entrevista a Rádio Unión nesta sexta-feira (11), o ministro da
Informação e Comunicação, Ernesto Villegas, disse que Chávez tem
consciência de sua situação e que está em contato com sua equipe de
governo e com seus familiares. "Não podemos cair na armadilha de pensar
que a Venezuela não tem um presidente. Quando um presidente está
dormindo, segue sendo presidente".
Chávez está hospitalizado desde 11 de dezembro, quando foi submetido à
sua quarta cirurgia em um ano e meio para o tratamento de um câncer na
região pélvica.
| Carlos Garcia Rawlins/Reuters | ||
| Nicolás Maduro discursa durante festa de apoio a Hugo Chávez, em Caracas |
Maduro, que foi escolhido por Chávez como seu candidato à sucessão se
ele deixar definitivamente o poder, segue no cargo e no comando do país.
O mais novo mandato chavista, conquistado nas eleições de outubro
passado, começou nesta quinta (10), mesmo sem a formalização da posse,
conforme entendimento do Tribunal Supremo de Justiça. Para marcar a
data, os chavistas deram uma grande festa, no centro de Caracas.
Para a oposição, Maduro não possui legitimidade para continuar ocupando a
Presidência porque, na Venezuela, o vice não é eleito, mas apontado
pelo presidente. Para o TSJ, porém, a posse pode ser adiada por haver
continuidade entre um mandato e outro e, portanto, permanecem também nos
cargos o vice e o gabinete de Chávez.
Nenhum comentário: