AfroReggae: escuta revela plano de ataque
Beira-Mar e Marcinho VP se encontram em presídio federal e falam sobre represália à ONG .
RIO - A suspeita de que a ordem para os ataques à ONG AfroReggae no
Complexo do Alemão partiu dos traficantes Luiz Fernando da Costa, o
Fernandinho Beira-Mar, e Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, foi
reforçada por escuta telefônica feita no presídio federal de segurança
máxima de Catanduvas, no Paraná. Segundo a Delegacia de Combate às
Drogas (Dcod), foi num encontro entre os dois no parlatório da
penitenciária, onde estão presos, que eles teriam tramado os atentados. O
“Fantástico” teve acesso ao conteúdo da conversa por telefone ocorrida
em 10 de maio. O primeiro ataque aconteceu 16 dias depois, numa maratona
promovida pelo AfroReggae no Alemão. A ONG foi alvo em outros episódios
com tiros e, ainda, de um incêndio.
Beira-Mar cita o Pastor Marcos
A
reportagem do “Fantástico” conta que o contato entre dois dos maiores
traficantes do país foi autorizado pela Justiça depois que Beira-Mar,
alegando solidão — ele cumpre pena em galeria especial —, pediu para ter
contato com outros presos. A conversa foi gravada em áudio e vídeo.
Nela, os dois falam sobre a tentativa de Marcinho VP de conseguir
transferência para um presídio estadual, possivelmente no Maranhão.
Sobre essa hipótese, Beira-Mar sugere: “O pastor Marcos não tem igreja
lá?”. Nesse momento, Marcinho VP conta que o pastor, líder da Igreja
Assembleia de Deus dos Últimos Dias e conhecido por recuperar
criminosos, foi preso no Rio. Acusado de estuprar fiéis, ele é
investigado também por homicídio, lavagem de dinheiro e associação ao
tráfico. Um dos que o denunciaram foi José Júnior, coordenador do
AfroReggae.


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