TCE impõe multa a dois gestores...
TCE impõe a dois gestores débitos que somam R$ 2,8 milhões.
Gasto excessivo com a folha de pagamento e o não recolhimento de
contribuições patronais ao INSS ajudaram a reprovar as contas de 2011 da
Câmara Municipal de Itatuba.
Somou quase R$ 2,8 milhões o valor de
duas imputações de débitos decididas pelo Tribunal de Contas da Paraíba,
na sessão plenária desta quarta-feira (11), em razão de despesas
irregulares, ou sem comprovação documental, ordenadas por dois gestores
públicos paraibanos.
No primeiro caso, o TCE reprovou as
contas de 2011 do ex-prefeito de Serra Grande João Bosco Cavalcante que,
em razão disso, deve devolver aos cofres municipais R$ 1.568.883,04,
conforme voto do relator do processo, conselheiro Fernando Catão,
acompanhado por unanimidade. O ex-gestor de Serra Grande, todavia, ainda
pode recorrer dessa decisão.
O atual prefeito de Marizópolis José
Vieira da Silva, que ainda respondeu por aplicações insuficientes em
educação e saúde, sofreu imputação do débito de R$ 1.209.243,83, como
decidido no voto do relator André Carlo Torres Pontes. Cabe, ainda,
recurso.
Na mesma sessão plenária, o TCE
emitiu parecer contrário à aprovação das contas oriundas da Prefeitura
de Marcação e impôs aos dois gestores do período, José Edson Soares de
Lima e seu sucessor Adriano de Oliveira Barreto, débitos conjuntos
superiores a R$ 410 mil por despesas irregularmente ordenadas no
exercício de 2012.
Ex-gestor de Marcação, José Edson,
que respondeu pela maior parte das irregularidades, deve devolver a
importância de R$ 302.452,60. Ao atual, Adriano Barreto, o débito
imputado chegou a R$ 98.208,00, conforme proposta do auditor Marcos
Costa, relator do processo, da qual ainda cabe recurso.
Saldo bancário não comprovado e
pagamento a credores sem confirmação documental dos recebimentos levaram
o TCE a também desaprovar as contas de 2011 do ex-prefeito de São João
do Tigre Eduardo Jorge Lima de Araújo e a ele impor débito superior a R$
94,5 mil, como propôs o relator Antonio Cláudio Silva Santos. Cabe
recurso, também, dessa decisão.
O prefeito de Riachão do Bacamarte
José Gil Mota Tito teve desaprovadas as contas de 2011 por
irregularidades que incluíram despesas não comprovadas, em sua maior
parte, com o INSS, razão pela qual deve restituir ao Erário valores da
ordem de R$ 46.989,77, como propôs o relator Renato Sérgio Santiago
Melo. Cabe recurso.
Houve aprovação às contas da
ex-prefeita de São Miguel de Taipu (Marcilene Sales da Costa, 2011, por
maioria) e, ainda, as dos ex-prefeitos de Pocinhos (Arthur Bomfim
Galdino de Araújo, 2011), do Conde (Aluísio Régis e Quintino Régis de
Brito Neto, um sucedeu ao outro no exercício de 2011), de Coremas
(Edilson Pereira de Oliveira, 2011) e de Jericó (Rinaldo de Oliveira
Souza, 2011).
Também foram aprovadas as contas dos
atuais prefeitos de Santa Terezinha (José de Arimatéia Nunes Camboim,
exercício de 2012, com elogios da Corte), de Serrraria (Severino
Ferreira da Silva, 2011, por maioria) e de Bernardino Batista (Gervásio
Gomes dos Santos, 2012).
Gasto excessivo com a folha de
pagamento e o não recolhimento de contribuições patronais ao INSS
ajudaram a reprovar as contas de 2011 da Câmara Municipal de Itatuba
apresentadas pelo presidente Aécio Cavalcante de Medeiros. Cabe recurso.
O TCE aprovou as das Câmaras
Municipais da Lagoa de Dentro (2011), Brejo dos Santos (2012), São José
de Lagoa Tapada (2012, com ressalvas) e Itabaiana (2011, com ressalvas).
A Fundação de Ação Comunitária teve aprovadas com ressalvas as contas
de 2011 e, o Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial da Paraíba, a
de 2012.
Os processos constantes da pauta de
julgamentos representavam movimentação de recursos da ordem de R$
388.959.258,00. Participaram da sessão plenária, conduzida pelo
presidente Fábio Nogueira, os conselheiros Umberto Porto, Arnóbio Viana,
Nominando Diniz, Fernando Catão e André Carlo Torres Pontes. Também, os
auditores Antonio Cláudio Silva Santos, Antonio Gomes Vieira Filho,
Marcos Costa, Oscar Mamede e Rebato Sérgio Santiago Melo. O Ministério
Público esteve representado pela procuradora geral Elvira Samara Pereira
de Oliveira.
Ascom-TCE-PB

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